Super Saturado

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E quem acreditou ficou a ver navios

Quem achava que a seleção brasileira iria golear a Bolívia estenda a mão para ser castigado e deixar de acreditar em conto do vigário

Depois de passar mais de 90 minutos em frente à televisão esperando o jogo do Brasil x Bolívia começar percebo que o árbitro tinha apitado o final do segundo tempo e conseqüentemente da partida.

Exageros à parte...

Que joguinho mequetrefe foi esse?

E eu (e óbvio, todos os que estavam vendo aquilo) ainda tem que ouvir o Maicon (PQP) dizer que agora é "trabalhar e se preparar para os jogos de Outubro". 

Ahhhhhhhhhh!!! Se tudo der certo este projeto de lateral direito não fará parte da próxima convocação pois o técnico de verdade que entrar no lugar desse que aí está não o convocará.



Vamos ver se agora a "voz do povo" faz efeito e traz novamente a seleção brasileira para jogar as eliminatórias tentando a classificação para a Copa da África do Sul.

Se bem que jogão mesmo... vai ser no domingo :) SALVE!!!!

Eu não bebo, mas...

... para quem é "vítima" da nova lei seca



Isso tá 10
Foda-se!!!

What a Fuck?



Após ser retirado de seu habitat natural, perdemos o Bob Esponja.

Olímpiada das contradições?


Há poucas horas que acabei de presenciar a vitória do vôlei feminino brasileiro. Sem dúvidas uma vitória 100% merecida pelo trabalho que o vôlei feminino fez antes e durante os jogos. Merecido pelo investimento que patrocinadores (não o governo) fazem a este determinado esporte olímpico e com isso colhe frutos muito bons, seja na praia ou na quadra.

Isso é apenas um reflexo de que quando o atleta, consequentemente o esporte brasileiro, recebe apoio temos condições reais de brigar como um país grande, mas não em território.

Dito isto, prestem atenção nesta notícia abaixo.

Salário da Jade = R$ 350,00

Jade Barbosa está sem salários desde janeiro

'Não entendo como um país que quer sediar a Olimpíada trata seus atletas como cachorros', diz o pai da ginasta

SÃO PAULO - Principal candidata da ginástica artística brasileira para conquistar uma medalha olímpica em Pequim, Jade Barbosa sofre com a falta de incentivo financeiro. O pai da ginasta, César Barbosa, revelou que ela está sem contrato com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e não recebe salários desde janeiro. E o Flamengo, clube que defende, também não tem feito os pagamentos combinados.

A CBG teria oferecido salário de R$ 250,00 mensais, mais R$ 100,00 como "ajuda de custo" para Jade. "Não entendo como um país que quer sediar a Olimpíada trata seus atletas como cachorros", disse o pai de Jade. "Queria que a Jade voltasse para o Flamengo, mas não tem jeito. Se ela quiser uma medalha, tem de continuar treinando com Oleg (Ostapenko, técnico da seleção permanente, que fica baseada em Curitiba)."

Em nota oficial, a presidente da CBG, Vicélia Florenzano, informou que Jade não tem recebido a ajuda de custo porque o pai não assinou o contrato para a temporada. "O sr. César Barbosa, no início de 2008, informou-nos via telefone que não assinaria os contratos por não concordar com cláusulas e valores referentes à ajuda de custo mensal e premiações por medalhas", afirmou a entidade.

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Então, oq seria o maior dos absurdos em uma matéria dessas?

A Jade, uma atleta de nível mundial, que é cobrada em uma olímpiada por um país inteiro a obter melhores resultados ganhar apenas R$350,00 de salário?

A Confedereção Brasileira de Ginástica (CBG) não estar pagando essa MIXARIA para a atleta. Ah, sem contar o fato de que qualquer título que a Jade conquiste essa mesma confederação faz questão de se intrometer na glória da atleta para dizer que APOIA este esporte olímpico?

Ou seria a réplica da presidente da CBG, a Vicélia Florenzano, dizendo que a atleta não está recebendo a FORTUNA por conta de complicações contratuais?


Então depois de ver o vôlei feminino brasileiro ser ouro nas olímpiadas, do masculino ir para mais uma disputa de um título, sendo este o olímpico e de ter uma base sólida e um apoio de qualidade para trazer retorno esportivo eu lhes pergunto.

Como é que podemos cobrar alguma coisa dos atletas brasileiros se uma das atuais estrelas do nosso esporte é tratada desse jeito? Como será que atletas que disputam Tiro, Arco e Flecha, Esgrima, Pentatlo Moderno, Tae Kwon Do... não são tratados?

É por isso que faço minhas as palavras do professor da Secretaria de Educação do DF, o Sr. Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho.

Segue o texto:

Desculpas ao esporte e aos atletas brasileiros

Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;

Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;

Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;

Desculpem pela falta de incentivo na base;

Desculpem pela falta de praças esportivas;

Desculpem pelo discurso de que "o esporte serve para tirar a criança da rua" (é muito pouco se for só isso!);

Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;

Desculpem se muito cedo lhe tiraram o "esporte-brincadeira" e lhe impuseram o "esporte-profissão";

Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;

Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um "exame de faixa";

Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.

Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;

Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;

Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;

Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas; Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;

Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;

Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);

Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a "Lei do Gérson" (coitado do Gérson);

Desculpem pelos secretários de esporte de "ocasião", cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);

Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;

Desculpem por pensar em organizar "Olimpíadas" se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;

Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se "exilarem" no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;

Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.

Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;

Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;

Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;

Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;

Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.

Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho: professor da Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB) e da Universidade Católica de Brasília.
E vamos nós para mais uma madrugada de promessas e... decepções? Espero que não... só espero.